Sonetos de um tempo em que os sonhos e a magia flutuavam em minhas varandas

sábado, 22 de julho de 2017

Sempre a mesma estrada...







Tantas vezes andei nessa estrada,
na noite fria, silenciosa e escura,
cabisbaixa, mas ainda com ternura,
retinha tua imagem no peito guardada...

Tantas vezes chorei nessa estrada,
passo a passo, seguia com tristura,
dos teus sentimentos tão insegura,
avançava, triste, acabrunhada...

Tantas vezes refiz esse caminho,
sempre solitária, sem teu carinho,
trilhava te afagando em meu pensar...

Hoje, depois de um tempo passado,
percorro o mesmo caminho traçado,
ainda pensando, sonhando te encontrar...
(ania)

Obrigada pela linda e inspirada interação poeta JAIRCLOPES, amei!!!


Sempre aquela estrada

Aquela estrada percorrida tantas vezes
Nem sempre calma, muitas vezes escura
Por tanto que a percorramos, mui perdura
Passem muitos dias, anos ou tantos meses.

Estrada de traçados não muito corteses
A qual ao ignoto nos amolga e mistura
Tornando-nos a alma, portanto, insegura
Levando-nos de cambulhada como reses.

Contudo, não há um diferentes caminhos
Até porque percorremos, assim tão sozinhos
E sem muita certeza do porquê se trilha.

A estrada conjuga futuro com passado
Naquele tão teimoso e obtuso traçado
Contudo, há recompensa que no fim brilha!
(JAIRCLOPES)



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Caderno Amarelado...





De vez em quando vem essa melancolia
que remete, sem clemência, ao passado
revivendo sonhos há muito encerrados,
ao folhear meu antigo caderno de poesias...

Poemas compostos ao som de sinfonias,
linha por linha no amor inspirados,
versos com emoção, versos apaixonados,
tempo feliz, quando tudo era alegria...

Tempo de sonhos, de versos e flores,
tempo de paixão, de pele...de ardores,
de mil sonhos...tempo enfeitiçado...

Lembranças surgem...saudade desatina
Sempre que a noite se veste de neblina,
Relendo versos no caderno amarelado...
(ania)


Obrigada poeta JAIRCLOPES por abrilhantar minha página com mais um lindíssimo soneto seu!!!

E sempre há mensagem na melancolia
Ela que, vem para ligar-nos ao passado
Que traz-nos memórias que há decorado
Tal como, a gente talvez assim queria.

Poemas compostos ao som de sinfonia
Colocam as dores e amores lado a lado
Com um ao outro definitivamente atado
Num tecer que somente um romance fia.

Vago tempo de sonhos, de flores e versos 
Com dois namorados numa paixáo submersos
Sempre cada um pelo outro enfeitiçado.

Se, então, nehuma tragédia desatina
Vale escutar o que se diz ali na esquina
Porque, se sabe, o amor solta ali seu brado.
(JAIRCLOPES)



segunda-feira, 8 de maio de 2017

O oculto, o suspenso...





Tem vezes que os ventos são alvissareiros
trazendo ao coração lindos recados
em forma de versos e bilhetes mandados
e nos tocam como bons mensageiros...

Outras vezes nos açoitam altaneiros
deixando o coração triste calado
passam correndo, seguem ligeiros
pasmos, entendemos tudo errado...

Sopram forte, trocam roteiros
revolvem, remexem, embaralham
arteiros,caçoam conosco, atrapalham...

Precisamos então, desvendar nevoeiros
e encontrar, usando  de bom senso,
o oculto nas entrelinhas, o suspenso...
(ania)
(Soneto inspirado no soneto O VENTO NÃO SABE LER de autoria
do poeta fcunha lima)
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5977605

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Obrigada poeta Jair por mais uma linda e inspirada interação!

O sonho suspenso

Muitas vezes, consultar nossos travesseiros
Não resulta na remissão de nossos pecados
Pois estes teimam em nos deixar acordados
Talvez como resolutos e fatais agoureiros.

Mas, outras vezes desconfortos verdadeiros
Deitam-se na mesma cama, do nosso lado
No nosso sono embarcam, tal passageiros
Então o sono reparador dá tudo errado.

Portanto, melhor escolher outros roteiros
Isentos desses óbices que nos baralham
Que, se for para nos perturbar, jamais falham

Sonho perturbador, envolto em nevoeiros
É contrário a qualquer descanso, até bom senso
Porém sei que mal durmo porque muito penso.
(JAIRCLOPES)



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Por que?





Tantos sonhos, tantas lembranças,
momentos tantos e a saudade avança
de um imenso querer arrebatador,
das palavras, dos suspiros de amor...

Das tuas mãos em meu corpo a andança,
nos lençóis de seda a nossa dança,
nas ardentes madrugadas o calor
dos nossos beijos,da loucura, do ardor...

Hoje nada resta da nossa história,
só esses instantes em minha memória,
só esse querer que ainda dói, confesso...

Porque não vens sanar as cicatrizes
e apagar esses dias insanos e infelizes,
por que meu amor, não te fazes regresso??!
(ania)


Inspirada e talentosa interação do poeta JCLOPES...muito obrigada poeta por sempre
abrilhantar meus sonetos com teu imenso talento!


 Dos primórdios esconsos, alguma herança
 Dela, este nosso volátil presente avança 
 Num tremendo movimento arrebatador
 Em direção a um desfecho, talvez da dor. 

O próprio caminho nos impõe certa andança 
Pois enquanto caminhamos a vida avança 
Lentamente, bem devagar com este andor
Porque derruba-lo é perda para o condutor. 

Pois assim que se consuma nossa história 
Para a vil derrota ou para brilho da glória
Por tudo isso, somente minha chance eu peço. 

Daí, conformado com minhas cicatrizes 
Deixo pra trás os momentos infelizes 
E considero a vida tremendo sucesso. 
(JCLOPES)


quarta-feira, 22 de março de 2017

Insano festim...





Madrugada...nuvens cobrem a lua,
nuvens de chumbo, feito negro cetim
e a brisa para e na memoria acentua
lembranças que irrompem feito estopim...

Estopim que incendeia, que explode, flutua
contorna, envolve e prende em frenesim,
o ar fica denso, abrasa, tumultua
trazendo teu cheiro, num insano festim...

Cheiro que entranha e na pele se perpetua
e a madrugada segue lenta, sem fim
se arrastando solitária, morna, nua
como moroso e indolente querubim....

Tudo dorme, só não dorme essa saudade tua
sempre tão presente e arraigada em mim...
(ania)


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Obrigada poeta JAIRCLOPES por mais uma brilhante interação...amei!!!

A vez da quietude


Naquelas horas surdas duma madrugada 
Até o relógio da igreja se imobiliza 
Espessa escuridão, sensata, no chão pisa 
Bem devagar para não despertar o nada. 

E o vento solitário adota uma parada 
Porquanto se detém então nada desliza 
Porquanto só bem mais tarde se faz em brisa 
De forma que, desperto dá sua lufada.

 Nem a bonita estrela no céu rebrilha, 
O mar, que silencioso estava, continua 
Entes do céu à paz formam uma quadrilha.

Este silêncio dispõe da noite que é sua 
Reúne em silêncio esta celeste família
 Família, na qual não falta sequer a lua.
(JAIRCLOPES)


sexta-feira, 3 de março de 2017

De repente...





De repente, sem esperar, a partida
os sonhos esparramados pelo chão
e as lembranças muito vívidas
machucando, ferindo o coração...

De repente, sem esperar, a partida
sem nem ao menos, uma explicação,
Pela face a lágrima sentida
e o olhar desolado, sem direção...

A magia e o encanto quebrados
o peito dorido não quer aceitar
o sonho preso não sabe mais voar...

Com a alma e o coração maltratados
o sentir retido sem poder se mostrar
sou fantasma de mim mesma, a vagar...
(ania)


Obrigada poeta JAIRCLOPES pela perfeita interação, honrada sinto-me
em lhe inspirar!


  1. Despedida

    Quando alguém permanece depois da partida
    Com toda certeza lhe falta direção
    E passa a repensar os valores da vida
    Percebendo-os como realmente o são.

    Porquanto, quem se vai tem bilhete só de ida
    Em geral, sequer tem alguma explicação
    E, parece, o mais importante é sua lida
    De modo que ao seu companheiro lhe diz não.

    Fica amarga cicatriz de laços quebrados
    Que, contrário a tudo, devemos aceitar
    Porque no amor é impossível dançar sem par.

    Porém, nas despedidas, ambos são coitados
    Então cada um carrega consigo o seu avatar
    Coração na mão, neste universo a vagar.
    (JAIRCLOPES)

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    Linda e inspirada interação de autoria do poeta Laerte S. Tavares...obrigada poeta,
    sinto-me imensamente honrada e feliz por se inspirar em meu soneto!



    De repente a dor de uma partida
    Inesperada a maltratar a gente 
    Fere feroz qual ferro ao fogo quente,
    Mas, na verdade, é esta a nossa vida.

    Como nasce para enfrentar a lida 
    Do dia a dia a adiar à frente
    A própria morte, mais que de repente
    Um dia chega sem outra saída.

    Se nada é eterno também o amor,
    Sendo amor Deus, e se nosso o for
    Será eterno mas será humano

    Que durará em seu alto esplendor
    Na eternidade do louco teor 
    Do sentimento do amor soberano.
    (Laerte S. Tavares)


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sonhos que já não são poesia...





Horas lentas, tortura covarde,
cruel, negra sentença do destino
dia após dia em  brutal desatino
massacrando na solidão da tarde...

O tempo trama, urde, passa sem alarde
nas cinzas do sentimento que não era
o desespero no coração, acelera
e a desolação queima em mim...arde...

A espera e o medo que apunhala
da resposta que não vem e que me abala
e o meu grito, no peito, silencia...

O tempo trama, urde e despetala
o que era meu em ti, e não mais embala
os sonhos que já não são mais poesia...
(ania)


Maravilhosa interação do poeta JAIRCLOPES...agradeço muito poeta e
sinto-me honrada em lhe inspirar!



Existe a tortura dessas horas tão lentas
As quais, sem pejo, decretam uma sentença
Que essa dor do tempo, não permita que vença
Porquanto tais horas não pareçam isentas.

As urdiduras do tempo são ferramentas
As quais deslindam cada parte sem ofensa
Decretam a morte da dor da indiferença
Trazendo à vida o carinho que tu acalentas.

O universo te enxerga, te gosta, te fala
Te vê como diamante, pérola ou opala
E, com toda certeza, sempre ouve teu grito.

Conspira para teu bem, enquanto pedala
Então te fornece tratamento de gala
Porquanto é exatamente o que está escrito.
(JAIRCLOPES)